ENREDO

Torto arado – Sobre a terra há de viver sempre o mais forte.

Presidente: Luizinho Guimarães
Presidente de honra: Martinho da Vila
Vice-Presidente: Iuri Cruz
Superintendente: Marcelo Astuto
Carnavalescos: Gabriel Haddad e Leonardo Bora
Autoria do Enredo: Gabriel Haddad, Leonardo Bora e Vinícius Natal
Diretor de Carnaval: Moisés Carvalho
Diretor de Barracão: Luiz Martins
Diretor Artístico: Fábio Costa
Diretor de Comunicação e Marketing: Pedro Teixeira
Comissão de Harmonia: Chico Branco, Diego Mendes, Joelma Veiga, Nanduco Vila e Yuri Maia
1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
Coreógrafo da Comissão de Frente: Alex Neoral e Marcio Jahú
Bateria: Mestre Macaco Branco
Rainha da Bateria: Sabrina Sato

O nosso enredo está na gira, Povo do Samba! A história que a Unidos de Vila Isabel cantará no Carnaval de 2027 fala de um Brasil ancestral, misto de batalha e festa. Inspirada no romance “Torto arado”, de Itamar Vieira Junior, a escola, que já cantou as nossas “Raízes”, fez “Kizomba” e afirmou que “Direito é Direito”, agora revela ao mundo que levará para a Sapucaí, sob os olhos de uma encantada, uma nova narrativa de memória, religiosidade e luta pela terra. Luta quilombola. Afinal, a mesma Vila também cantou, em 1990, com “sangue, suor e lágrimas”: “Se esta terra fosse minha…”

Com poesia e sensibilidade, a Vila transformará a Avenida em um terreiro de encontros entre passado, presente e futuro, espiral e gira, guiada pelas forças do Jarê, religião de matriz africana que celebra orixás e encantados, na Chapada Diamantina. Ao festejar as tradições afro-brasileiras e a conexão com a terra, o samba permite que vozes que atravessaram gerações em busca de dignidade e liberdade ecoem, potentes como as vozes das irmãs Bibiana e Belonísia, unidas em uma mesma língua. A luta da família que protagoniza “Torto arado”, título metafórico, é a luta de muitos Brasis, no decorrer da nossa história. Valei-me, minha Santa Bárbara!

No dia 13 de maio, data de reflexão crítica para a luta e a educação antirracistas, a escola de Martinho saúda os ancestrais, Pretas Velhas e Pretos Velhos, ciente de que a luta continua. A nossa alma é rio bravo! O samba, flor de perfume doce, brota nos caminhos que seguiremos até fevereiro. Eis aqui um chamado para que você acompanhe cada passo dessa jornada!

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